Precisamos de você, precisamos de sua alegria. Verão, me traga as tardes longas, as manhãs iluminadas e as boas lembranças das rodas de samba e até mesmo daquele rock'n roll nas noites quentes à beira mar. Verão, com teu sol escaldante, eu eu carioca nato tanto preciso e tanto desejo.
Ah, Verão falta tão pouco pra sua chegada, mas eu ansioso uso desse discreto sol de inverno para matar as saudades suas. Um homem precisa dos intermináveis dias de verão para compôr suas lembranças, desde a adolescência.
A mulher exalando sensualidade naturalmente pelo simples fato de tua presença, nos tornando esse povo Carioca, esse povo Brasileiro e esse povo tropical.
As praias não são as mesmas, sinto as areias menos vivas e o mar melancólico quando estás tão distante. Aquela alegria, euforia das manhãs de domingos vivas em que as areias vão se enchendo de gente, sorrisos e parece que nada mais importa, somente nossa veneração à tua presença. O Rei Sol se alegra e nos brinda com muito mais luz e energia.
Otto saiu cedo de casa. Como sempre ainda estava escuro e apenas deu um beijo de bom dia na esposa e nos filhos, o sol ainda iria demorar a nascer mas ele tinha que seguir adiante. Caminhando em meio ao silêncio das ruas ainda vazias, Otto ouvia um barulho ensurdecedor de seus pensamentos. Isso lhe era comum, todas as madrugadas ouvia violinos misturados aos seus questionamentos pessoais, às suas dúvidas e medos, aos seus preconceitos e às suas saudades.
Costumava olhar para o relógio a cada pequeno intervalo de tempo, como que se vigiando o tempo que lhe acompanhava passo a passo que dava. Os segundos demoravam horas, mas estas escapavam como metades de segundos.
O dia começava a raiar mas ele ainda caminhava sentindo-se sem destino mesmo sabendo onde estava indo. O Metrô o esperava, cheio de pessoas, de histórias que ele preferia não saber mas era inevitável entre tantas conversas, telefonemas ou reclamações.
Ele nem percebia o quanto chovia e que havia se molhado, porque o barulho que não cessava em sua mente aumentava e espalhava-se por seu coração. Sim Otto, achava que seu coração pensava muito mais do que sua cabeça. Sorria quando pensava assim e dizia a si mesmo: "louco, só posso ser".
As pessoas lhe cumprimentavam, recebia telefonemas, acenava, respondia e sorria. Sabia que era tão automático quanto as portas daquele metrô. Ao chegar ao escritório, continuavam os violinos tocando, seus pensamentos cada vez mais intensos, lembrava do sorriso da filha caçula e do almoço que sua mulher lhe preparou na véspera. Ao sentar-se em sua cadeira pensava que era bem melhor ter deixado o carro em casa para sua esposa usar caso fosse necessário, afinal, tinham duas crianças pequenas.
Otto lia sua correspondência, sua secretária lhe trazia o café que sempre esfriava antes que tomasse. Alguns telefonemas, algumas repostas de e-mails, mais alguns acenos e respostas e sorrisos.
Encostava em sua cadeira, reclinava e começava a fazer o que mais gostava: lembrar de sua vida até ali. Passava horas analisando mensagens eletrônicas de propostas comerciais, contratos e achava que de alguma forma ele conduzia a vida de muitas pessoas, ao decidir por algo. Nesses momentos ele sentia seu semblante pesar mais do que sua maleta, mais do que toda sua vida. Não sentia-se triste, mas questionava-se sobre suas conquistas, suas atitudes como homem, pai, esposo, profissional.
Ainda teria um longo dia pela frente e voltava a sorrir quando sabia que tudo o que ele era naquele momento era fruto de suas escolhas em algum momento de sua vida. Sua escolha na profissão, ou a opção que teve, o casamento, amigos, filhos. Tudo, ele sabia, era parte de algo e ele era parte tambem.
Ao fim do dia chegando em casa sua esposa sempre perguntava como havia sido seu dia e Otto sorrindo, mas com os ombros pesados dizia que havia sido como deveria ter sido, a não ser que ele tivesse feito algo que o fizesse ser diferente. Sua esposa o abraçava e dizia: "Eu te conheço, quer conversar?" Otto sorria-lhe de volta, abraçava-a e dizia: "Querida, nós ainda estamos nos conhecendo, não percebes?" Colocava sua música favorita para tocar e se deitava abraçando-a.
Otto não tinha uma rotina, ele era a rotina e sabia disso. Ele não se conhecia muito bem ainda, embora soubesse como ele era, dentro de sua rotina. As crianças pediam que ele lhes contasse uma história antes de dormir, sua esposa o esperava na cama e ele continuava olhando o relógio a cada instante, como um vício ou mania.
Somos como o Otto ás vezes nos preocupando tanto com tantas coisas ao mesmo tempo, ou com o próprio tempo. E ainda assim vamos fazendo o que deve ser feito, porque precisa ser. Cada minuto que se vai, eterno ou não, não voltará. Cada instante de vida é único, e deve mesmo ser bem aproveitado. Cansaço para descansarmos, lágrimas para rirmos depois, noites para acordarmos e lembranças, muitas lembranças.
Querem saber a música que nossa personagem ouvia todas as noites, vejam abaixo.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Olá.
Me pego pensando muitas vezes, e não consigo entender a razão de as pessoas não conseguirem de maneira simples demonstrar o que querem ou o que sentem.
Entendo que tirar a roupa de uma mulher pode parecer simples, pode ser que ela queira muito mais do que um simples prazer. E dependendo da forma que a tira, pode desnudar tambem seu coração, deixando-a frágil.
Quando o desejo fala mais alto, devemos ter o cuidado ao tirar nossas vestes...e não tirar tudo.
Bom dia! A gente vai aprendendo desde muito pequeno a cair, levantar e a recomeçar. Começamos a engatinhar e vamos aprendendo a andar, a falar, escrever. Erramos, nos sujamos, tropeçamos... Algumas vezes tentam nos empurrar, nos derrubar. Mas o importante é saber recomeçar. Força de vontade e Fé, pois é necessário. Uma planta arrancada do chão, tentará novamente brotar, de alguma forma. Assim somos nós, e como a água, continuamos contornando e seguindo em frente!
O FaceBook deletou minha conta pessoal e infelizmente a página de lá do Último Romântico tambem foi. Não fiz nada que fosse contra as políticas deles, mas fui deletado. Estou tentando reaver a conta, mas me parece que perdi tudo mesmo, os posts, os curtidores, enfim...
Agradeço a todos que puderem compartilhar e avisar aos amigos do FaceBook sobre o ocorrido com a página, e agradeço ainda mais os que permanecem comigo.
Ah, os amores de verão. Paixões avassaladoras que em nossa juventude nos fizeram crer que morreríamos se perdêssemos a pessoa especial.
Muitas vezes esses amores de verão e de adolescente nos pegam de surpresa já adultos e maduros, “donos de nossos atos e do coração”, pelo menos como cremos, inocentemente.
Eu confesso que essas paixões são necessárias, precisamos viver os sentimentos e a vida, ou não teremos nada a contar. Acredito que se nos privarmos de tudo, com medo de sofrer, estaremos apenas existindo e não vivendo.
Como todo verão as chuvas torrenciais vem junto do calor intenso. E como toda paixão junto do calor, algumas vezes vem lágrimas que somos incapazes de controlar. Mas quem controla a natureza?
A questão é que há pessoas em nossas vidas que são Chuva Passageira, chegam nos arrastando e muitas vezes nos ferindo e há aquelas que são nosso Verão Eterno, que ficarão em nossos corações para sempre.
De qualquer maneira, viver cada estação do Ano é importante e não se deixar viver em um inverno solitário é o desafio. Viver um verão de cada vez, curtindo a chuva até onde ela ficar.
No último post eu falei sobre as pessoas que não sabem se querem o que procuram e acabam por passar uma vida inteira de buscas e sempre insatisfeitas. Quando não sabem o que querem, como procurar? E se procuram algo que não tem certeza que querem.
Mas, e se você for exatamente o tipo de pessoa que sabe muito bem o que quer, e quer muito o que busca? O que vai fazer e como vai se portar quando encontrar? É mais ou menos como quando se esta muito interessado em alguém, e esse alguém lhe olha, normalmente não sabemos o que dizer ou fazer.
Não há um mapa ou uma receita para quando nos deparamos com uma conquista pessoal. Na verdade há uma felicidade e uma realização, um sentimento de vitória, de conquista. E o ser humano é movido assim, pelo menos deveria ser motivado por tal.
Mas e depois? Se for um prêmio, vai colocar na estante e admirar, mostrar aos amigos. Se for uma promoção profissional vai tentar ir além, se um bem como um carro logo vai querer outro. É como disse, será que quer mesmo o que procura? Enfim…
Mas vamos entrar finalmente no assunto já que o post está no final…
E se a sua busca for por um Amor, uma paixão? Caso consiga, caso encontre. O que vai fazer? Será que será como um prêmio a ser exibido ou como um carro a ser trocado por um novo mais atraente? Então, pense bem, se realmente quer o que procura.
Insisto nesse assunto em dois posts, porque nem todas as pessoas nasceram para conquistas. Algumas nasceram apenas para conquistar. Outras para serem conquistadas, mas ninguém é coisa nem prêmio para ser exibido ou trocado.
Então, e quando encontrar o que você quer? Quer uma conquista real ou quer ir desbravando o mundo?
Muitos passam a vida a procura e nem sabem do que, se for seu caso prezado leitor ou leitora, sempre é tempo de se pensar e dar uma refletida sobre.
Eu sei bem o que quero pra minha vida e não estou procurando, eu já encontrei. Então talvez eu diga durante o texto…venha comigo.
Talvez você queira poder. Poder sobre outras pessoas, no seu trabalho, ou na sua comunidade. Talvez queira casar e ter uma família com muitos filhos. Talvez queira ter sua casa, e ser independente. Talvez queira viver a vida loucamente. Talvez queira querer o tempo inteiro. Mas não está agindo errado. O ser humano é o único que sempre quer mais, pode prestar atenção. E queremos porque acreditamos que precisamos.
Vamos procurando principalmente coisas ou pessoas perfeitas. Se encontrar uma coisa perfeita, provavelmente verá adiante alguma que considere mais perfeita que a sua. Em relação a pessoas, esqueça, o conhecido jargão “ninguém é perfeito” seja talvez um dos mais perfeitos…opa…olha eu também caindo na cilada.
Se você quer saber o que quer realmente, defina primeiro o que é importante em sua vida. Determine seus objetivos, pense no que te faz feliz, o que te transmite segurança e conforto. Então não vá em busca de…apenas deixe acontecer, porque já vai ter o que quer, um plano e objetivo. Então certamente estará caminhando na direção certa. Sem procuras…
Mas isso é só teoria ou blábláblá, ou demagogia barata de um romântico que vive fantasiando com o amor, com uma vida plena mesmo sem perfeição.
Só sei que conheço muitas pessoas que nem querem o que procuram, apenas acham que querem.
Eu ainda preciso falar tanto sobre isso, mas estão em rascunhos e ficam pro fim de semana…eu sou assim, escrevo em todo e qualquer lugar e vou ruminando. Refazendo e deixando que elas tomem vida e venham pra cá compartilhar com vocês.